Jornalismo de qualidade só na universidade  escrito em quarta 08 julho 2009 10:49

Depois de três anos e meio, chegou o grande dia. Depois de muitos desencontros, alegrias e tristezas, sonhos e muitos sacrifícios. Ufa!!!  Estou formado, sou Jornalista.

É o fim de um ciclo na minha vida e de mais 29 colegas, que deixa o banco da faculdade e entra no mercado de trabalho. É bem verdade, que alguns de nós já militamos no jornalismo há algum tempo, mas enfim, é só alegria. Nem mesmo os senhores supremos, que tudo sabem, podem jogar água em nosso chopp, desobrigando a exigência da formação em jornalismo para exercer a profissão, abrindo o mercado por completo a pessoas sem o mínimo preparo para exercer a atividade.

Toda e qualquer pessoa que desejar ser um Jornalista com “J” maiúsculo, deve cursar uma faculdade para adquirir condições técnicas de comunicar. É bem verdade que alguns precisam, outros não.

Jornalismo antes de tudo é a arte de informar. E quando se trata de arte, a única coisa que não pode faltar é o talento, e o talento já se nasce com ele. A faculdade é para capacitar e aprimorar o individuo, dando-lhes noções e habilidade para fazer do jornalismo uma atividade, com respeito e ética acima de tudo.

Como profissional de comunicação, acredito numa imprensa livre, comprometida com a informação, séria. E isso não pode ser compromisso somente dos jornalistas diplomados. Existe muita gente boa que escreve sobre temas diversos com conhecimento de causa, denunciando as mazelas que acometem nossa sociedade. Mas, existe outra metade de profissionais, atrelados a pessoas e grupos, aonde suas lavras são sempre comprometidas com o patrão, não respeitando o direito do cidadão de opinar e levar a público suas opiniões, sem restrições.

Na maioria das vezes, este profissional desprovido de bom senso, já é deformado por natureza e escolheu o jornalismo para dar vazão aos seus instintos insanos.  O que faz um péssimo jornalista é a falta de talento e de caráter, que se traduz em mediocridade demonstrada no dia-a-dia do seu trabalho e o mercado está cheio de gente assim.

O bom jornalista tem formação cultural sólida e cultiva o hábito da leitura e da escrita, tem bom relacionamento com seus pares, respeita seu próximo e vê a atividade como um sacerdócio, além disso suas fontes são preservadas a qualquer custo e isso se a vida ensina, a faculdade aperfeiçoa.

Não sou contra o jornalismo nem tampouco contra o diploma de jornalista. Sou a favor da informação séria, sem ranço e com a liberdade do cidadão respeitada. Agora querer achar que o fim da exigência do diploma de jornalista, dá direito aos grandes e pequenos meios de comunicação a contratar para seus quadros, pessoas sem a mínima provisão de ética, só porque esse “profissional” é lambe botas do dono do jornal é condenar o jornalismo ao descrédito total com a sociedade

O jornalismo sério é o pilar que sustenta toda e qualquer democracia, e ainda dá possibilidade da democratização da arte, do entretenimento, da educação, da saúde abrindo portas para o surgimento de um novo país.

Findo com uma poesia do Professor Paulo Rios, que traduz o momento passado e a expectativa de futuro para todos nós jornalistas formados pela Faculdade São Luís 2009.1, turma 302.  

 Virtuosos e afortunados jornalistas

 Fiquei deveras feliz, cheio de contentamento
Com o coração quarentão batendo acelerado
Tanto, que quase não aguento
A pressão a 14x10, me deixando preocupado
Demais.
No entanto, um pouco relaxado
Sem abrir a guarda, claro!
Gratificado, sim
Pelo cumprimento do labor [lembram-se?]
Mas, muito mais, pela ação
Na esfera na qual os "sem diploma"
Mostrarão a sua virtú
E cheios de Fortuna, se reencontrarão com a
Academia.
Críticos, conscientes do seu papel singular
Nessa sociedade onde "anjos" decaídos
Com todo o respeito, Excelências
Sem pudor e dignidade alguma, detratam os nobres e engenhosos
Cozinheiros dessa suprema nação.
o que será de nós, sem eles
Excelências, cozinheiros, jornalistas?
Caríssimos, não esqueçam jamais do Tamoio e de sua canção
E do seu lema eterno
Que a vida é combate
e que está reservado aos fortes
o caminho da Glória
E da superação das iniqüidades e injustiças
Como também da indiferença
Que retira de nós a nossa
Condição humana.
Assim falou Zaratrusta!

Paulo Rios

 

 

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Susan Boyle  escrito em segunda 27 abril 2009 13:50

Blog de cazumba :Andanças do Cazumbá, Susan Boyle

Não tem como não se emocionar com esta belíssima história, que é um tapa na cara de muitos de nós, que julga conforme as nossa conveniências e não fazemos acepção de pessoas.

Eu tive um sonho, ou melhor, eu tenho um sonho e ele se realiza a cada dia, na medida em que eu aprendo a não julgar segundo a minha vontade. É muito fácil dizer você é incapaz, é incompetente sem dar a chance de dizer por que a pessoa é incapaz e sem lhe da alternativa de fazer a coisa certa.

A história de Susan é algo extraordinário. Já vi inúmeras vezes o seu video no Youtube e, em todas, me emocionei até às lágrimas. Que esta lição sirva para derrubar, pelo menos, alguns preconceitos.

Sem sobra de dúvidas foi um dos melhores videos que vi até então e com ele aprendi a derrubar alguns preconceitos arraigados no mais profundo do meu ser.

Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós”. (Mateus, VII: 1-2), assim nps ensinas as escrituras.

E ssim tem sido nos dias de hoje, julgamos conforme as aparências, não importando se o nosso algoz, tem uma vida ilibada, se tem uma família ou se tem uma história e ainda os motivos que o levou a gir da maneira que age.

A desempregada Susan Boyle não é nenhum modelo de beleza. Teve uma hístória muito triste. Na idade que ela está, para muitos de nós ja é o começo do fim, mas para Susan não. A coragem e determinação de segurar com todas as suas forças as oportunidades e não desistir nunca, foi o seu grande diferencial. Ao subir naquele palco e ter coragem para enfrentar o júri acostumado a ser duro com os que se atreve, ainda se essa pessoa não tem um padrão de beleza aceitavel, ja é esterotipada. Soma-se a isto, a platéia debochada do programa "Britain's got talent", habituada a receber os que se aventuram no programa com muito riso e deboche.

Essa história mostra tanta coisa e o mais importante é não julgar. Não é porque as pessoas são simples, que devamos acreditar nelas e em seus talentos.

http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk&feature=related

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Conflitos entre secretários  escrito em quarta 22 abril 2009 16:14

Fala-se a boca miúda, que uma briga de foice está sendo travada no âmbito da administração municipal de São Luis e o governo do Estado, em especial nas secretarias de turismo.

A disputa pelo passe de alguns técnicos pode trincar os laços de amizades entre o Secretário da Setur/SL, Liviomar Macatrão, e a Adjunta da Setur/MA, Socorro Araújo, que desejam ter os mesmos técnicos como auxuliar.  Isso é bom para bons turismólogos, que têm seus trabalhos reconhecidos e disputados pelos maiores empregadores da categoria.

E por falar em secretarias de turismo, comenta-se que alguns técnicos/balaios dispensados da Setur/MA, aliados do ex-governador Jackson Lago, estão pressionando o Prefeito João Castelo para que este os acomode alguns destes profissionais na Setur/SL. A pressão parece ser forte.

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Atitude já!  escrito em quarta 22 abril 2009 10:28

Blog de cazumba :Andanças do Cazumbá, Atitude já!

Estar atento para o que acontece na cidade é papel de todo gestor. Para isso ele tem uma equipe de secretários e auxiliares que precisam andar pela cidade e elencar os problemas e levar a quem possa resolver. Falo isso pelo fato de se fazerem mais de 100 dias após a posse do prefeito João Castelo, e ainda temos muitos problemas que poderiam ser corrigidos, sem que precisasse de grandes cifras, gente altamente capacitada, ou ainda novas tecnologias. Basta só percepção e atitude.

Não se concebe que uma capital que busca desenvolver-se através do turismo sustentável, não resolva problemas crônicos da capital que é “Patrimônio de todos”. São buracos, esgotos a céu aberto, muito lixo nas calçadas e escadarias do Centro Histórico e um destes lixões fica em frente à Secretaria de Turismo de São Luís, especificamente, na calcada da escadaria da Rua Humberto de Campos.

Atentar para o tempo e espaço é a função de toda administração,em outras palavras, é uma maneira de sair do discurso e colocar em prática as muitas promessas de campanha.

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Ainda Uma Vez, Adeus  escrito em terça 06 janeiro 2009 13:09

Gonçalves Dias escreveu este poema após encontrar-se pela última vez, em Portugal, com sua amada Ana Amélia, à qual renunciara por imposição da família da jovem, de diferente classe social,  destinada a casar-se com outro.

Em uma viagem de retorno ao Brasil, o Poeta morreu num naufrágio, mas não sem antes contar a comoção daquele último encontro, neste poema fascinante.

Ainda Uma Vez, Adeus

                 Gonçalves Dias

Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
                      II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!
                      III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
                      IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.
                      V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!
                      VI
Nenhuma voz me diriges!...
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias - bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!
                      VII
Oh! se lutei!... mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?
                      VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t'esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T'esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!
                      IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!
                      X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
"Ela é feliz (me dizia)
"Seu descanso é obra minha."
Negou-me a sorte mesquinha...
Perdoa, que me enganei!
                      XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!
                      XII
Enganei-me!... - Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu'era...
E um louco fui, nada mais!
                      XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d'alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C'o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.
                      XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera...
E eu! eu fui que a não quis!
                      XV
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!
                      XVI
Dói-te de mim, que t'imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!... de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!
                      XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!
                      XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.
 

 

 

 

 

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